Por que Jesus Cristo é o Escolhido de Deus? Revelando tudo hoje!

A Paz do Senhor, queridos leitores abençoados. Nesta exegese bíblica para o blog Espaço da Sueli, buscamos conhecer sobre Cristo, no capítulo 1: 3 de Hebreus, no Novo Testamento, com suas concordâncias bíblicas, que completam o nosso estudo. Esse é um tema muito importante. Como cristãos nessa jornada espiritual, na realização da vontade de Deus, devemos resistir ao desânimo, olhando para Jesus que é o autor e consumador da nossa fé.

PARÁFRASE DO TEXTO EXEGETADO
O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. E, depois de ter purificado os seres humanos dos seus pecados, sentou-se no céu, do lado direito de Deus, o Todo-Poderoso.

O Estado de Exaltação de Cristo

Começando com essa passagem;1³ O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas”; Hb 1:3

O ESTADO DE EXALTAÇÃO DE CRISTO, registrado nas Escrituras Sagradas, nas Cartas aos Hebreus 1.3: ”O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas”, demonstra a humildade de Jesus, que mesmo sendo Deus, deixou seu trono de glória e se fazer pecador, levando a culpa que era só nossa. Porém antes de ser exaltado o Senhor Jesus foi humilhado. Filipenses 2:7, 8 ”as esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”.

A Encarnação e o Nascimento de Cristo, Seu Sofrimento, Sua Morte, Seu Sepultamento e Sua Descida no Hades, fatores ocorridos com Cristo durante sua passagem por este mundo, apesar de ser Senhor do Universo, e Legislador, se colocou como réu, “sujeito à maldição da lei.” E em Filipenses 2:9, 10,11 diz: “Por isso Deus o exaltou a mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”

Superior aos anjos, profetas, aos profetas, Moisés e a Josué, Jesus é o eterno sumo sacerdote, que se ofereceu a Si mesmo, como sacrifício perfeito a Deus, para tirar o pecado da humanidade. Através dEle que Deus fez uma nova aliança, com seu povo. E é através de Jesus.

A Encarnação e o Nascimento de Cristo, Seu Sofrimento Sua Morte, Seu Sepultamento e sua Descida no Hades, são fatores ocorridos com Cristo durante sua passagem por este mundo, apesar de ser Senhor do Universo, Legislador, se colocou como réu “sujeito a maldição da Lei”. Na carta do apóstolo Paulo aos Filipenses 2: 5-11 diz:

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
⁶ Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
⁷ Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
⁸ E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
⁹ Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;
¹⁰ Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
¹¹ E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Autoria

Segundo a Bíblia de Estudos Arqueológica2, a Carta aos Hebreus é anônima, que a tradução paulina traz resistência quanto a sua autenticidade, mas essa afirmativa é contestável.
        Lucas, Clemente de Roma, Barnabé, Apolo, Epafras, Silas e Priscila e outros tem seus nomes apontados para serem autores dessa carta. Porem quem o escreveu era bem instruído no AT, com um grego excelente e amigo de Timóteo.
      As cartas de Paulo levam seu nome e Hebreus não.

A teologia dessa carta enfatiza o Senhor Jesus como Sumo Sacerdote e esse é um tema que não se encontra nas cartas de Paulo.
As diferenças entre as cartas aos Hebreus e as Paulinas são notáveis por conta da eloquência e estruturas empregadas pelo escritor aos Hebreus. Só nessa carta há151 palavras gregas, o que vem confirmar sua intimidade com a Septuaginta e com os costumes judaicos e modos de interpretação das Escrituras. (1)

Data E Lugar

Segundo A BÍBLIA da MULHER,3 as descrições do sistema sacrificial dos judeus e do culto sacerdotal a Carta aos Hebreus foi escrita antes da destruição do Templo, quando da perseguição intensa dos cristãos pelo rei Nero. Então, provavelmente foi escrita no ano 64 d.C.

Apesar de ser conhecido habitualmente como “carta”, esse escrito do NT, não apresenta um início de caráter epistolar, mas é mais parecido com um EXÓRDIO4,de um sermão ( 1: 1-4).Tem um tom oratório e o autor nunca aparece para dizer quem a escreve, mas sempre a dizer quem fala. (2:5; 5: 11; 6:9; 8: 1; 9:5; 11: 32). Só nos últimos versículos que (13: 22-25) é que temos um final de cartas precedido por uma frase solene (13: 20-21)que funciona como peroração5 considera-se com isso que estamos diante de um sermão destinado a ser pronunciado oralmente (1: 1-13,21) e de um pequeno bilhete (13: 22-25) que lhe foi acrescentado. Trata-se, então, mais de um discurso do que uma Carta no sentido próprio.”(2)

Destinatário

A Carta aos Hebreus revela que foi escrito a cristãos judeus. O emprego que o autor fez da Septuaginta, nas citações do AT, indica que os primeiros leitores foram provavelmente judeus de idioma grego que vivia fora da Palestina. A expressão “os da Itália vos saúdam” significa provavelmente que o autor escrevia para Roma, e que na ocasião incluiu saudações de crentes italianos que viviam longe da pátria. Os destinatários podem ter sido igrejas em lares, da comunidade cristã de ROMA, das quais algumas estavam a ponto de abandonar a fé em Jesus e voltar para antiga fé judaica, por causa da perseguição e do desânimo.

Canonicidade Do Livro

A palavra cânon acha-se em três passagens do N.T.: Gl6: 16, Fp 3:16 e 2 Co 10:13-17. O termo Cânon vem do grego “kánon”, e do hebraico “kaneh” (= regra; lista autêntica dos livros considerados como inspirados). Significava originalmente “vara de medir”, depois “norma ou regra” (Gl6: 16), e hoje significa “catálogo de uma revelação completa e divina”. Em geral, 20 dos 27 livros do N. T. foram aceitos por todos. Exceto: Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse. Outros três livros, FL, 1 Pedro e 1 João, foram omitidos, não questionados.

De acordo com o historiador cristão Eusébio, houve 7 livros cuja autenticidade foi questionada por alguns dos pais da igreja, e por isto ainda não haviam obtido reconhecimento universal por volta do século IV. Isto não significa que não haviam tido aceitação inicial por parte das comunidades apostólicas e subapostólicas. Tampouco, o fato de terem sido questionados, em certa época, por alguns estudiosos, é indício de que sua presença no cânon seja menos firme que os demais livros. Ao contrário, o problema básico a respeito da aceitação da maioria desses livros não era o reconhecimento de sua inspiração divina ou falta de inspiração; mas sim, a falta de comunicação entre o Oriente e o Ocidente a respeito de sua autoridade divina. São eles: Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2 e 3 João, Judas e Apocalipse. Hebreus: foi basicamente a anonimidade do autor que suscitou dúvidas. Por isso, o livro permaneceu sob suspeição para os cristãos do Oriente, que não sabiam que os crentes do Ocidente o haviam aceitado como autorizado e inspirado. Outro fator que influenciou foi o fato de que os montanistas heréticos terem recorrido a Hebreus em apoio a algumas de suas concepções errôneas, o que fez demorar sua aceitação nos círculos ortodoxos. Ao redor do século IV, no entanto, sob a influência de Jerônimo e Agostinho, esse livro encontrou lugar permanente no cânon.

A Doutrina Dos Estados De Cristo Em Geral

Nas palavras de Louis Berkhof6, existe diferença entre estado e condição. O estado significa uma relação, uma posição na vida principalmente no que diz respeito à situação forense da pessoa com a lei, já a condição é o modo de existência da pessoa. Assim, na teologia, os estados do Mediador considera inclusas as condições resultantes. A distinção entre estágios de humilhação e de exaltação têm a convergir que as condições sobressaem aos estados. Deste modo, o estado de humilhação de Cristo estava sob a lei, como requisito da aliança das obras e a pena pelo pecado. Ademais, a doutrina dos estados de Cristo na história datam a partir do século XVII, no entanto, já existiam indícios nos escritos dos reformadores e em alguns escritos dos primeiros pais da Igreja. Aliás, os luteranos e os reformadores divergiam quanto ao real sujeito dos estados. Sendo que, a concepção de direito objetivo foi banida da teologia. Visto que, conforme foi a ponderação feita quanto a humanidade de Cristo, a sua divindade foi excluída, que não foi mais aceita a sua preexistência e nem a ressurreição, a tal ponto de perder o sentido da humilhação e da exaltação de Cristo. O autor pondera que, existe diferença de concepção acerca ao numero dos estados do Mediador. No entanto, os dois estados de Cristo pode ser encontrados de forma clara no texto de 2Co 8.9 “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”.
Outra passagem que apresenta os dois estados de Cristo está no texto de Fp 2.6-11: “pois, ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”.

A passagem de Gl 4.4, 5 diz: “Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”, Hb 2.9 “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de gloria e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”.

O Estado De Humilhação

Berkhof pondera que, quanto ao estado de humilhação, com apoio no texto de Fp 2. 7,8, a Teologia Reformada apresenta diferenças em dois elementos na humilhação de Cristo, a saber, a palavra kenosis, com significado de esvaziamento, (exinanitio), que consiste em renunciar a supremacia de Governador, e assumir a natureza humana na forma de um servo. O segundo elemento é a tapeinosis (humiliatio), com sentido a sujeitar as exigências e à maldição da lei. Assim sendo, com fundamento no texto de Filipenses o elemento principal do estado de humilhação de Cristo, está no fato de que, ele era o Senhor de toda a terra e se colocou debaixo da lei para desincumbir das suas obrigações federais e penais a favor de seu povo. A consequência é que, Ele se tornou de forma legal responsável por nossos pecados e sujeitou à maldição da lei, Gl 4.4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”.

A Encarnação E O Nascimento De Cristo

O autor menciona que foi a segunda pessoa da Trindade o sujeito da encarnação, o que assumiu a natureza humana. De modo que, cada pessoa da Trindade agiu na encarnação, os textos a seguir descrevem o seguinte, Mt 1.20 “Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo”, Lc 1.35 “Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”, Jo 1.14 “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”, At 2.30 “Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono”, Rm 8.3 “Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus; na carne, o pecado”, Gl 4.4 “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”, Fp 2.7 “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”.
A encarnação em distinção do nascimento do Logos enfatiza a sua participação ativa na história, sendo que, sugere a sua preexistência. Está é ensinada nas Escrituras, a saber. Em passagens como, Jo 1.1”No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, Jo 6.38 “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”, 2Co 8.9 “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos”, e ainda os textos de Fp 2.6,7 e Gl 4.4. Para o autor, isto demonstra que o infinito pode ter afinidades com o finito, aliás, o sobrenatural pode adentrar na vida histórica do mundo.
Para Louis quanto à necessidade da encarnação, desde o tempo do Escolasticismo há debates se o assunto merece consideração ser envolvido na concepção da redenção. Aliás, as passagens de 1Co 15.45-47 diz: “Pois assim está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito alma vivente. O ultimo Adão, porém, é espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, e sim o natural; depois, o espiritual. O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu”, Ef 1.10,21-23 descreve:

de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra […] acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas aas coisas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas.

O texto de Ef 5.31,32 relata que, “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja”, e ainda a carta aos Cl 1.15-17: “Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.”

No entanto, Berkhof observa que a Escritura sempre representou a encarnação como condicionada pelo pecado do homem. A passagem de Lc 19.10 diz: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”, 1Jo 3.8 “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o principio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo”, Jo 3.16 “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, e ainda Fp 2.5-11 que descreve:
Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois, ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai”.

Portanto, o plano de Deus inclui desde o princípio, o pecado do homem e a encarnação do Verbo. Aliás, toda a obra de redenção dependia totalmente do beneplácito de Deus, conforme os textos de Ef 1.10,20 “de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; […] o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar á sua direita nos lugares celestiais” e também Cl 1.14-20:
[…] no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus”.

Quanto à mudança causada na encarnação, o autor descreve que o Logos era o mesmo, antes e após a encarnação. Louis pontua que o palavra egeneto, que se encontra em Jo 1.14, “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade“.

destaca que ele adquiriu aquele caráter particular, sem alterar a sua natureza original, de modo que, o Verbo se revestiu de um corpo humano, o qual consiste em corpo e alma. Encontra-se o emprego da palavra de maneira similar em Rm 8.3, 1Tm 3.16; 1Jo 4.2, 2Jo 7.
O autor salienta que a encarnação de Cristo foi por uma concepção sobrenatural e um nascimento virginal. Visto que, o elemento fundamental quanto ao nascimento de Jesus está na ação sobrenatural do Espírito Santo, em que foi possível o nascimento virginal. No entanto, as Escrituras faz referencia as características no evangelho de Mt 1.18-20 relata:
Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o nela foi gerado é do Espírito Santo”.

Outra passagem está em Hb 10.5 “Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, corpo me formaste”, e ainda ; Lc 1.34,35: “Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Deste modo, a ação do Espírito Santo em relação à concepção de Jesus foi dupla, a saber, primeiro a causa eficiente do que foi gerado no ventre de Maria, extinguiu a atividade do homem como um fator eficiente, e a segunda ação maravilhosa, incidiu no santificar da natureza humana de Cristo no inicio, em que o resultou livre da corrupção do pecado. Além disso, a ação do Espírito Santo continuou por toda a vida de Cristo, Jo 3.34 “Pois o enviado de Deus fala as palavras dEle, porque Deus não dá o Espírito por medida”, e Hb 9.14 “muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”.
Ademais, Louis Berkhof pondera que o ensino do nascimento virginal de Cristo tem por fundamento os textos da Escritura em Is 7.14 “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”, Mt 1.18,20, Lc 1.34,35, Gl 4.4. Visto que, surgem perguntas se o nascimento virginal de Cristo é relevante, o autor salienta que, o que Deus fez quanto ao nascimento extraordinário de Cristo tem um propósito doutrinário. Primeiro, era mister que Cristo se constituísse o Messias e o Messiânico Filho de Deus. assim, era preciso que nascesse de mulher e que nascesse de Deus, e não do fruto da vontade do homem, Jo 1.13, e em segundo, se Cristo fosse gerado por um homem, compartilharia da culpa da humanidade.
Além do mais, a encarnação faz parte da humilhação de Cristo. Esta humilhação consiste do Logos assumir a natureza humana como ela é desde a Queda, só que isenta do pecado. Está afirmação para Louis, encontra-se em Rm 8.3 “Porquanto o que fora impossível a lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado”, 2Co 8.9 “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” e Fp 2.6,7 “pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”.

Os Sofrimentos Do Salvador

Nas palavras de Louis Berkhof, Cristo sofreu durante toda a sua vida. De modo que, sendo o Senhor do Exércitos sendo santo, sem pecado, teve que conviver com pecadores. A trajetória da sua obediência foi um caminho de sofrimento. Cristo sofreu as investidas de Satanás, com a perseguição dos inimigos e ainda a ira e a incredulidade de seu povo. Sendo que, o sofrimento que teve inicio na encarnação chegou ao ápice quando Deus colocou sobre os ombros de Cristo toda a ira contra o pecado. E ainda, o sofrimento de Cristo foi no corpo e na alma. Tanto o corpo quanto a alma foram afetados pelo pecado, e assim a punição atingiu ambos.
Ademais a causa dos sofrimentos de Cristo foram várias. Ele que era o Senhor do Universo, ocupou a posição de servo cativo. E, por ser santo e puro, teve que viver em um ambiente pecaminoso e corrupto. Também, por sua perfeita clareza dos acontecimentos que ocorreria em sua vida, o esmagaria até o fim, e ainda as privações da vida, a rejeição do povo, os maus tratos, o ódio a que estava sujeito. Contudo, seus sofrimentos foram únicos, em vista que, a capacidade de sofrimento era proporcional ao caráter de sua humanidade, aliás, nenhum ser humano poderia suportar os Seus sofrimentos. Além disso, os sofrimentos que foram resultados das iniquidades dos pecadores que Deus colocou sobre os ombros de Cristo. No entanto, os sofrimentos de Cristo foram naturais e também resultado da ação positiva de Deus, conforme descrito em Is 53.6-10. “⁶ Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.
⁷ Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.
⁸ Da opressão e do juízo foi tirado; e quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido.
⁹ E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte; ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.
¹⁰ Todavia, ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias; e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão”.


Os sofrimentos de Cristo nas tentações, para o autor encontra-se na vereda dos sofrimentos, segundo registrados nas passagens de Mt 4.1-11, Lc 22.28, Jo 12.27, Hb 4.15; 5.7.8. Além do mais, o autor observa que Jesus somente poderia ser o Sumo Sacerdote que foi, como consequência do resultado da Sua empatia nas provações dos homens em suas tentações, a passagem de Hb 4.15 diz: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” e ainda Hb 5.7-9.

A Morte Do Salvador

Quanto à extensão de sua morte Louis pondera que, a Bíblia apresenta a morte física somente como uma das suas manifestações. A morte foi a punição do pecado imposta judicialmente e infligida por Deus. De modo que, quando Cristo assumiu a natureza humana com todas as fraquezas, com exceção do pecado, a morte começou a agir desde o principio, a qual se manifestou nos sofrimentos em que Cristo esteve sujeito. Aliás, esteve sujeito tanto a morte física quanto a morte eterna.

No caso de Cristo, a morte eterna não consiste numa revogação da união do logos com a natureza humana, nem num abandono da natureza divina por parte de Deus, nem em retirar o Pai o seu divino amor ou o seu beneplácito da pessoa do Mediador. O Logos permaneceu unido á natureza humana, mesmo quando o corpo estava no túmulo; a natureza divina absolutamente não podia ser desamparada por Deus; e a pessoa do Mediador foi e continuou sendo sempre objeto do favor divino. A morte eterna revelou-se na consciência humana do Mediador como um sentimento do desamparo de Deus. Isto implica que a natureza humana perdeu por um momento o conforto consciente que poderia obter de sua união com o Logos divino, bem como a percepção do amor divino, e esteve dolorosamente cônscia da plenitude da ira divina que pesava sobre ela.” (BERKHOF, 2012, p. 312)

Berkhof também salienta que a morte de Cristo é de caráter judicial. No entanto, Cristo foi contado com os transgressores e condenado como os criminosos. Aliás, os romanos ostentavam o talento para a lei e a justiça, os quais representavam o poder judicial mais alto do mundo naquele período. O juiz romanos ao condenar o inocente, logo se auto condenou. Importante salientar, que os romanos somente condenavam algum criminoso á crucificação em caso de infâmia e ignomínia, o que, não era aplicado aos cidadãos romanos, somente aos escravos e criminosos mais indignos. A crucificação não era a forma de castigo dos judeus, mas sim romana. No entanto, Cristo ao ser condenado conforme a lei romana, neste caso a crucificação, considera que Jesus cumpriu as exigências da lei, fez-se maldito pelo pecador, Dt 21.23 “o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia, porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus, assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança” e Gl 3.13 “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro)”.

O Sepultamento Do Salvador

Louis Berkhof menciona que, o sepultamento de Cristo também fez parte de Sua humilhação. O sentido em que a Bíblia apresenta que o homem após a morte volta ao pó, faz parte da punição do pecado, Gn 3.19 “No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado, porque tu é pó e ao pó tornarás”. Sendo que há algumas passagens que alude que a permanência do Salvador na sepultura foi um estado de humilhação, Sl 16.10, At 2.27,31; 13.34,35. Sendo que, o sepultamento de cadáveres foi uma ordem de Deus para simbolizar a humilhação do pecador. Além do mais, vale ressaltar que, as Escrituras menciona o pecador sendo sepultado com Cristo, em que refere despojar do velho homem e revestir do novo, Rm 6.1-6. “¹ Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?
² De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?
³ Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte?
⁴ De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
⁵ Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição;
⁶ Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado”.

Assim sendo, o sepultamento de Cristo é a prova de que ele estava realmente morto e sobretudo para retirar os pânicos do sepulcro para os remidos e santificá-los.

O Estado De Exaltação de Cristo

A Exaltação De Cristo, Escrituristíca E Racional

Nas palavras de Louis Berkhof existem numeras comprovações escrituristica em relação a exaltação de Cristo. A humilhação de Cristo foi seguida da exaltação, como descreve a passagem de Fp 2.9-11: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”. Há também outros textos os quais afirmam a exaltação de Cristo, como, Mc 16.19 “De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus”, Lc 24.26 “Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória?”, Jo 7.39 “Isto ele disse com respeito ao Espírito Santo que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”, At 2.33 “Exaltado, pois, á destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”, At 5.31 “Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceber a Israel o arrependimento e a remissão de pecados”, Ef 1.20 “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”.
E ainda as passagens como, Ef 4.10 “Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas”, Hb 1.3 “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”, Hb 2.9 “vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”, Hb 10.12 “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus”, e também, Rm 8.17,34, 1Tm 3.16.
Deste modo, o autor avalia que o estado de exaltação precisa ser considerado como resultado judicial do estado de humilhação. Cristo satisfez as reivindicações da lei, tanto no aspecto federal quanto penal, visto que, realizou a pena do pecado, merecendo a vida eterna. Eis a razão, de seguir-se a sua justificação merecia a recompensa. Contudo, a exaltação de Cristo tem tríplice definição, a saber, Cristo satisfez a declaração de Deus, satisfez as exigências da lei, e fez jus ao seu laurel. Assim, os estágios aos quais Cristo passou foi destinado para ser usufruídos na glorificação dos crentes.

Os Estágios Do Estado De Exaltação de Cristo

Ressurreição

Para o autor a natureza da ressurreição de Cristo está no fator do corpo e da alma restaurados à sua original força e perfeição, o texto de 1Co 15.20 diz: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre, os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem”, Cl 1.18 “Ele é a cabeça do corpo, da Igreja. Ele é o principio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia”, Ap 1.5 “e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra”, e também 1Co 15.42-44.
Aliás, conforme os relatos do evangelho, o corpo de Cristo passou por transformações dos quais não era de fácil reconhecimento, já que podia aparecer e desaparecer de maneira surpreendente, como relata algumas passagens, a saber em Jo 20.13 “Então, eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras Ela lhes respondeu: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”, o vs 19 diz: “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse lhes: Paz seja convosco!”, Jo 21.7 “Aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor! Simão Pedro, ouvindo que era o Senhor, cingiu-se com sua veste, porque se havia despido, e lançou-se ao mar”, e outros textos a saber, 1Co 15.50, Lc 24.39. Mediante esses relatos, considera que a mudança que ocorre nos crentes é corpórea e espiritual.
Além disso, a ressurreição de Cristo possui tríplice significado, primeiro, situou na declaração do Pai, em relação ao ultimo inimigo a ser vencido, e a pena foi cumprida em que satisfez com a condição da vida a qual foi prometida. Em segundo, simbolizou o destino dos membros do corpo de Cristo em sua justificação, no seu nascimento espiritual e na sua ressurreição futura, conforme relata as passagens em Rm 6. 4,5,9; 8.11; 1Co 6.14; 15.20-22; 2Co 4.10,11,14; Cl 2.12; 1Ts 4.14. E por fim, ocorreu a relação instrumental com a justificação, a regeneração e a ressurreição final dos crentes, Rm 4.25; 5.10; Ef 1.20; Fp 3.10; 1Pe 1.3.
Ainda vale ressaltar que Cristo é o autor da ressurreição, Ele ressurgiu por seu próprio poder. O texto de Jo 11.25 Jesus declara: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e ávida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” e também Jo 10.18 “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai”. No entanto, a ressurreição é atribuída também ao poder de Deus, 1Co 6.14 “Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder”, Ef 1.20 “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais”, Rm 6.4 “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”, Gl 1.1 “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”, 1Pe 1.3 “Bendito o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”, e ainda passagens como At 2.24,32; 3.26; 5.30. O autor chama a atenção para, como a ressurreição é uma obra de Deus, segue-se então que o Espírito Santo também operou, o livro de Rm 8. 11 descreve que “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

Berkhof observa que a maior contestação em relação a ressurreição está no fator do caráter sobrenatural. Visto que, o dogma principal encontra-se nos fatos de que os milagres não podem acontecer. Ademais, há várias tentativas de explicação quanto à ressurreição, os relatos do túmulo vazio, as aparições de Jesus após a ressurreição, de modo que, aos que recusam esses fatos, apresentam explicações sem precisar admitir o fator ressurreição. Dentre as diversas tentativas de explicações, as mais importantes são:

AA teoria da falsidade. Esta teoria afirma que os discípulos roubaram o corpo de Jesus, e consequentemente anunciou que o Senhor ressuscitara, e os soldados, os quais guardavam o corpo, foram treinados a espalhar tal história. No entanto, essa teoria impugna a veracidade das testemunhas que viram a Cristo ressurreto, as mulheres, os 500 irmãos, e outros. Diante dessas considerações, essa teoria foi abandonada.
B – A teoria do desmaio. Esta por vez, assegurava que Cristo somente desfaleceu, a ponto de pensarem que estava morto.
C – A teoria da visão. Esta se apresenta de duas maneiras. A primeira assevera que ocorreu visões subjetivas. De modo que, os discípulos estavam tão excitados no Salvador que pensaram que o tinha visto. A faísca foi lançada pela temperamental Maria Madalena, e logo, se espalhou. A segunda maneira defendem que os discípulos tiveram visões objetivas reais, provindos de Deus para persuadi-los a avançar com o propagação do Evangelho.
Teorias místicas. Estas recusam as teorias das visões e da aparição, e fundamenta a lenda da ressurreição com concepções importadas da Babilônia e de outros países orientais pelo Judaísmo. Esta teoria assegura a narrativa da ressurreição provinda de mitos pagãos. Aliás, esta escola não considera os fatos existentes sobre a ressurreição que está relatada nas Escrituras.
O suporte doutrinário da ressurreição. Berkhof afirma que a ressurreição é descrita na Escritura e assim possui valor de prova, Rm 1.4. A Escritura também afirma o fato da imortalidade, sendo que, a ressurreição é um componente particular da obra da redenção, aliás, é um dos maiores fundamentos da Igreja de Deus. e ainda, foi o selo sobreposto à obra consumada de Cristo. E assim, foi com o evento da ressurreição que Cristo saiu de sob a lei.

A Ascensão

Louis Berkhof observa que a ascensão não é tão patente na Bíblia da maneira como é a ressurreição. No entanto, a transição de Cristo para a vida superior na glória teve inicio na ressurreição e logo em seguida foi aperfeiçoada na ascensão. De modo que o evangelho de Lucas deixa isso expresso, Lc 24.50-53; e também em At 16.11. O evangelho de Marcos também relata, Mc 16.19, encontra-se ainda na passagens como, Jo 6.62; 14.2-12; 16.5,10.17,28; 17.5; 20.17. O apóstolo Paulo também faz referencia a ascensão, Ef 1.20; 4.8-19, 1Tm 3.16, e Hebreus 1.3; 4.14; 9.24 chama a atenção para o seu significado.

A natureza da ascensão. É a subida real do Mediador da terra ao céu. Aliás, a natureza transpôs para a plenitude da glória celeste, foi amoldada à vida do céu. Contudo, quanto a expressão local considera-se que, o céu relatado na Escritura é um lugar de habitação de seres criados. O céu e a terra são colocados em justaposição na Escritura. Esta, incita ao homem a raciocinar o céu como um lugar, Dt 30.12; Js 2.11; Sl 139.8, Rm 10.6,7. E ainda, a ascensão do Salvador retrata como uma subida, Hb 4.14.
A significação doutrinária da ascensão. Para o autor a ascensão possui uma significação tríplice. Primeiro, o sacrifício de Cristo foi oferecido a Deus, em vista disso, foi entregue no santuário mais recôndito, logo, o admitiu na glória celestial, resultante do reino do Mediador ser universal. Em segundo, foi uma ascensão em razão da promessa feita, designado a todos os crentes que estão com Cristo, Ef 2.6 e para aqueles aos quais continuarem com ele para sempre, Jo 17.24, e ainda desvendou o restabelecimento da realeza original do homem, Hb 2.7,9. E terceiro e ultimo, a ascensão conveio de instrumento para a precisão de ir ele para o Pai, para preparar lugar para os seus discípulos, Jo 14.2,3.

O Estar Assentado À Destra De Deus

O autor pondera que existem provas bíblicas quanto a expressão à destra de Deus, as quais podem ser encontradas nas passagens de Mt 26.64; At 2.33-36; 5.31; Ef 1.20-22; Hb 10.12; 1Pe 3.22; Ap 3.21; 22.1; Rm 14.9; 1Co 15.24-28; Hb 2.7,8. Ademais, a expressão estar assentado implica no contexto do Sl 110.1.Estar à destra de Deus era um sinal de honra em que significava participação no governo, 1Rs 2.19. No entanto, as declarações variam. A representação de Cristo estar assentado à destra de Deus, não se limita a isso, denota também como se estivesse estado à destra de Deus, como as passagens relata em, Rm 8.34; 1Pe 3.22, e ainda de pé, At 7.56.
Além disso, a obra que Cristo realiza assentado à destra de Deus, significa que Ele protege a sua Igreja por seu Espírito, por meio de seus oficiais cognominados. E ainda, Cristo tem os poderes do céu sob sua autoridade, exerce domínio sobre a natureza, e também prosseguirá a reinar, até subjugar o ultimo inimigo. Todavia, a obra de Cristo não está limitada ao seu governo real. O autor lembra que Cristo é sacerdote para sempre. Visto que, a Escritura faz ligação a obra sacerdotal com o estar assentado à destra de Deus, segundo algumas passagens da Bíblia, a saber, Zc 6.13; Hb 4.14; 7.24,25; 8.1-6; 9.11-15,24-26; 10.19-22; 1Jo 2.2. Sobretudo, a obra de Cristo continua sua obra profética por meio da ação do Espírito Santo, Jo 14.26; 16.7-15.

Volta Física De Cristo

Berkhof menciona que a volta de Cristo é um estágio da exaltação, a qual somente chegará ao ápice quando retornar na qualidade de juiz, Jo 5.22,27, At 10.42; 17.31, Mt 19.28; 25.31-34; Lc 3.17; Rm 2.16; 14.9; 2Co 5.10; 2Tm 4.1; Tg 5.9. No entanto, há termos bíblicos que expressam a volta de Cristo, a saber, a expressão parousia, que se encontra em algumas passagens como, Mt 24.3,27,37,39; 1Co 15.23; 1Ts 2.19. 3.13; 4.15; 5.23; 2Ts 2.1; Tg 5.7,8; 2Pe 3.4. Outra expressão referente a volta de Cristo, é apocalipses, o qual implica em desvendar a glória e majestade de Jesus Cristo, 2Ts 1.7; 1Pe 1.7,13; 4.13. E outro termo é epiphaneia, o glorioso aparecimento do Senhor, 2Ts 2.8; 1Tm 6.14; 2Tm 4.1-8; Tt 2.13.
Quanto a forma da volta de Cristo, em certo sentido Ele voltou no Espírito Santo, e está presente na Igreja. Aliás, este retorno foi espiritual, no entanto, ocorrerá um retorno físico e visível de Cristo, como relata as passagens em At 1.11 “e lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, virá do modo como o vistes subir”, 1Co 1.7 “de maneira que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo”, 1Co 4.5 “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus”, 1Co 11.26 “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anuncieis a morte do Senhor, até que ele venha”, Fp 3.20 “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”, Cl 3.4 “Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”, Tt 2.13 “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”, Ap 1.7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Certamente. Amém!” e ainda, 2Ts 1.7-10; 1Ts 4.15-17.
Contudo, a volta de Cristo tem um propósito, que é o julgamento do mundo e o; aperfeiçoamento da salvação do seu povo, como registra Mt 24.30 “Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória”, e o versículo seguinte continua, v.31 “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatros ventos, de uma a outra extremidade dos céus”. E ainda Mt 25.31-32 diz: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas”. Além disso Cristo retornará com bênçãos eterna para os santos, Mt 25.33-46 relata:

E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda; então, dirá ao Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E quando te vimos forasteiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar? O Rei, respondendo-lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizeste a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para que o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

E assim, isto marcará a vitória completa de Jesus Cristo. Louis observa que, o obstáculo que se molda quanto á doutrina da volta de Cristo, implica na sua ressurreição física. Contudo, se não ocorresse a ressurreição, não poderia acontecer a ascensão física de Cristo, muito menos o seu retorno físico vindo do céu.

Então, agora é com você, que reconheceu o quanto Cristo sofreu, para realizar o desejo do Pai, desde lá do jardim do Édem, desejo esse que era nos religar ao Pai, para que pudéssemos ter o acesso ao Céus, através do Salvador que é Cristo o Senhor!

Receba Jesus como Senhor e Salvador! Hoje é o dia aceitável. Amanhã pode ser tarde!

Deus promete um Redentor

Referência:

  1. <https://www.bibliaonline.com.br/acf/hb/1> ↩︎
  2. Bíblia Arqueológica ↩︎
  3. Bíblia da Mulher ↩︎
  4. exórdio<https://languages.oup.com/google-dictionary-pt>14 jan 2024 ↩︎
  5. peroração <https://languages.oup.com/google-dictionary-pt ↩︎
  6. BERKOF ↩︎

(1) Bíblia de Estudo Arqueológica. NVI. São Paulo. Ed. Vida. 2013
(2)http://www.paroquias.org/biblia/?m=11
(¹) O exórdio que dá a idéia do que se vai ler.
(²) Peroração, última parte de um discurso.
Disponível em http://www.dicionarioinformal.com.br

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[19:04, 15/01/2024] Sueli: BERKHOF, Louis, Teologia Sistemática, 3ª ed. Revisada_ São Paulo: Cultura Cristã, 2009.p 306 e 31.
[19:05, 15/01/2024] Sueli: A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo. Barueri. SP: SBB; Mundo Cristão, 2003.
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DISPONÍVEL EM: http://www.ipportovelho.com.br/artigo/
louis-berkhof-1873-1957-serie-biografia-1 Acesso 16 nov. 2016. Louis Berkhof (1873-1957), foi um teólogo reformado que nasceu na província holandesa de Drenthe. Seus pais pertenceram ao partido separatista pietista- ortodoxo da Igreja Reformada. No ano de 1882, a família emigrou para os Estados Unidos da América, estabeleceu-se em Grand Rapids, Michigan. Louis graduou na Escola de Teologia da Igreja Cristã Reformada, local que ocorreu também seu pastoreio, em um período de dois anos (1902-1904). Berkhof publicou diversos BERKHOF, 2012, p. 312-313.
livros aplicando princípios calvinistas às questões sociais. Para a teologia, em particular, Berkhof insistiu que a Escritura é a única fonte e norma. E, assim, sobre este baluarte erigiu a sua teologia sistemática, inclinando-se para uma linha moderada sobre temas da controvérsia calvinista e, reprovou as propostas modernistas.


BERKHOF, LuísTeologia Sistemática. 4.ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2012. p. 305.
BERKHOF, 2012, p. 306.
BERKHOF, 2012, p. 310-311.
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BERKHOF, 2012, p. 317-318.
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BERKHOF, 2012, p. 322-323.

BERKHOF, 2012, 323-324.
BERKHOF, 2012, p. 325.

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