Diáspora Judaica: Espalhamento do Povo Judeu

A Paz do Senhor Jesus! Neste espaço de reflexão, conhecimento e fé, convido você a mergulhar comigo em temas que moldaram a história do povo judeu — e que ainda ecoam nos dias de hoje.

Hoje, iniciamos uma jornada pela Diáspora Judaica, um período marcante em que os judeus foram dispersos por diversas partes do mundo. Muito mais do que um simples deslocamento geográfico, a Diáspora representou resistência, preservação da identidade e esperança constante no retorno à terra prometida.

A DIÁSPORA JUDAICA: ORIGENS E CONSEQUÊNCIAS

Segundo Lucas Pereira,  “Diáspora judaica é o nome dado à dispersão (espalhamento) forçada dos judeus de suas terras, que ficam na Palestina. Isso aconteceu duas vezes na história dos judeus: primeiro, quando os Babilônios invadiram suas terras em 586 a.C., e depois pela invasão dos romanos em 70 d.C”.

O prof. Lucas descreve a primeira diáspora  registrada no ano 586 a.C., quando o imperador da Babilônia Nabucodonosor II destrói o templo de Jerusalém  e levou cativo  os judeus para a Mesopotâmia, obrigando-os  a permanecerem neste território é conhecido como Cativeiro da Babilônia.

Com a queda da Babilônia diante do Império Persa, Ciro, o Grande, permitiu que os judeus exilados retornassem a Jerusalém e reconstruíssem o Templo. Esse evento foi um marco fundamental na reconstrução da identidade nacional judaica, garantindo a continuidade da cultura e das tradições religiosas. A liderança de figuras como Esdras e Neemias foi crucial nesse processo, promovendo reformas espirituais e estruturais em Jerusalém.

 A segunda diáspora ocorreu no ano 70 d.C. durante o Império Romano, com a destruição do Segundo Templo pelos romanos marcando um novo e significativo período de dispersão. A diáspora não apagou a esperança e desejo do povo judeu de retornar  à terra dos seus ancestrais, antes permaneceu como um elemento central na cultura e na fé judaica  auxiliado pelas orações, tradições e movimentos que incentivavam o retorno a Sião.  

César César relata que após a morte do Senhor Jesus, os judeus intensificaram sua luta contra o império romano, que dominava o mundo conhecido da época. O escritor explica que o motivo da luta contra os romanos, era atribuída ao espírito naturalista judaico e a fé viva que tinha na libertação messiânica.Queria tornar o Senhor, rei de Israel, para massacrar os romanos, mas o Senhor Jesus declarou que o reino dele não é deste mundo. Os judeus não suportavam mais a intromissão dos romanos e nem as sucessões de imperadores porque eram mortos por qualquer motivo.

No ano 70 d.C.  Tito o general é filho do imperador Vespasiano, invade Jerusalém e a destrói completamente e abre um fosso ao redor dela para que ninguém entra ou saia depois de algum tempo incendiou o Templo.

Segundo o escritor, na destruição do templo, até os alicerces  foram arrancados. O escritor narra que após a destruição, os visitantes não conseguiam acreditar que um dia aquela cidade foi habitada.

Cesar relata ainda que, quando a cidade de Jerusalém foi destruída,  havia  três fortificações judaicas que resistiram a destruição. A saber:  Herodión, Massada e Maqueronte.

Herodium e Maqueronte foram conquistados pelos romanos, e Massada resistiu por mais um ano e quando perceberam que seriam capturados, cometeram suicídio em massa.

Jerusalém, então dedicada a Deus, foi reconstruída pelo imperador Adriano, em ta-manho menor com o nome de Aélia Capitolina, agora é dedicada a Júpiter Capitolino.

No século 2 d.C., depois de derrotado Israel, Roma dá o nome a terra de Palestina para humilhar os judeus para minimizar sua identidade como Israel, descreve Cesar.

Segundo o Prof. Jair Messias Ferreira Junior, houve outros historiadores que mencionaram a existência “de outras diásporas ao longo da história, como a que se iniciou em 722 a.C., quando os assírios conquistaram a Judeia; a ocorrida após a conquista muçulmana do Levante, no século VII da nossa era; a diáspora dos judeus sefardins, perseguidos por questões religiosas; e a diáspora dos judeus da Alemanha e do Leste Europeu durante o nazismo.”

O Prof Jair destaca que diáspora judaica ocorreu em diversos momentos da história, dispersando comunidades judaicas pelo mundo. Entre os principais eventos, destacam-se a conquista assíria da Judeia em 722 a.C., a ocupação muçulmana do Levante,no século VII, a expulsão dos judeus sefarditas da Península Ibérica, e a perseguição aos judeus da Alemanha e do Leste Europeu durante o nazismo.

Na Península Ibérica, os judeus sefarditas enfrentaram intensa perseguição, especialmente na Espanha. Em 1391, violentos ataques ocorreram em Sevilha, estimulados por líderes religiosos católicos, resultando na morte de milhares. Em 1492, os Reis Católicos, Fernando e Isabel, assinaram o Decreto de Alhambra, obrigando os judeus a se converterem ao cristianismo ou deixarem o país. Muitos migraram para Portugal, Norte da África, Império Otomano e Itália. No entanto, em 1496, Dom Manuel de Portugal também decretou a expulsão dos judeus, levando-os a se espalhar ainda mais, inclusive para a América.

Os judeus asquenazes, originários da França e Alemanha, também sofreram perse-guições a partir do século XI, o que os levou a migrar para o Leste Europeu, formando importantes comunidades na Polônia, Lituânia, Bielorrússia e Rússia. No século XX, muitos emigraram para os Estados Unidos, onde hoje está a maior comunidade judaica fora de Israel.

Ao longo da história, os judeus foram frequentemente perseguidos, sendo acusados de crimes religiosos e sociais, e sofreram massacres em vários países. O Holocausto, promovido pelo regime nazista, foi o maior massacre da história judaica. Apesar disso, o povo judeu manteve sua identidade, cultura, língua e religião mesmo após quase dois mil anos sem um Estado próprio, explica Jair.

A diáspora judaica é um fenômeno histórico, que faz parte da  marcante  história do povo de Israel, quanto sua cultura e religião.

Quando saíram de Jerusalém, sua terra natal, por longos séculos, foram se estabelecendo em comunidades de diferentes partes do mundo, desde a Europa até o Oriente Médio, passando pela África, e até mesmo, pelas Américas.

Nas comunidades, longe das suas raízes, o exercício da pratica religiosa judeus, do estudo da Torá, da observância das leis alimentares e da celebração das festas judaicas, foram fundamentais para a continuidade da comunidade judaica e preservar sua identidade cultural e religiosa enquanto viviam em meio a outros costumes

Fonte:

CEZAR, Cesar Augusto. ISRAEL – Atualidades – Profecias – Histórias – Curiosidades/Cesar Augusto Cezar – Curitiba: A.D. SANTOS EDITORA, 2011.

HERZIG, Steve. Revista Notícias de Israel, Outubro de 2003, Ano 25, Nº 10, p.10. 

JUNIOR, Jair Messias Ferreira. “Diáspora judaica”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/hebreus3.htm. Acesso em 01 de Abril de 2025.

PEREIRA, Lucas. Disponível em < https://www.todamateria.com.br/diaspora-judaica/ Acesso em 27 de Março 2025

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