O Antissemitismo – A Perseguição Do Povo Judeu

A Paz!
Seja muito bem-vindo(a) ao Espaço da Sueli. Neste momento, o tema que trago à reflexão é profundamente doloroso e urgente: O Antissemitismo – A Perseguição do Povo Judeu.

Diante do cenário atual, em que o preconceito e o ódio ainda persistem, é fundamental compreendermos, em primeiro lugar, suas raízes históricas. Além disso, é necessário reconhecer seus impactos ao longo do tempo e, sobretudo, entender a importância de combatermos toda forma de intolerância.

Portanto, que este espaço seja mais do que informativo: que ele se torne um convite ao diálogo, à empatia e ao respeito pela vida e pela dignidade de todos os povos.

Significado da palavra “antissemitismo”

Antissemitismo
1. Hostilidade aos semitas, em particular aos judeus;
2. Corrente política contrária aos judeus.
(Fonte: Dicionário Michaelis Online)

A Singularidade de Israel

Você já ouviu a frase “Você não é todo mundo”?
A Bíblia usa essa ideia desde tempos antigos ao falar sobre Israel:

“Porque do cume das penhas o vejo, e dos outeiros o contemplo; eis que este povo habitará só, e entre as nações não será contado.” (Números 23:9 – ACF)

Israel é um povo separado por Deus — diferente das demais nações. Sua identidade e missão são singulares, como parte do plano divino.

Antissemitismo na Bíblia: Perseguições e Promessas

A Bíblia Arqueológica, na apresentação do livro de Êxodo, escrito por Moisés, 1440-1400 a. C.,  reflete um dos primeiros registros de antissemitismo na história bíblica, — o medo e a hostilidade contra os judeus por causa de sua prosperidade e crescimento.

“E levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José. Ele disse ao seu povo: Eis que o povo dos filhos de Israel é muito e mais poderoso do que nós. Eia, usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique…”(Êxodo 1:8-10)

O ódio antigo das outras nações contra Israel, não conseguiu realizar o intento de aniquilar sua existência, apagando sua história!

Mesmo diante de perseguições, Deus promete livramento: 

“Eis que, envergonhados e confundidos, serão todos os que estão indignados contra ti; tornar-se-ão em nada, e os que contenderem contigo perecerão. Aos que pelejarem contra ti, buscá-los-ás, porém não os acharás; e os que te fazem guerra tornar-se-ão em nada e como coisa que não é.”  (Isaías 41:11-12)

Através do profeta Jeremias, o Senhor Jeová, disse:

“Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que fende o mar, e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima, e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor”. (Jr 31:35-37)

O Surgimento Moderno do Termo “Antissemitismo”

O escritor e político alemão Wilhelm Marr foi o primeiro a usar o termo “antissemitismo” em 1879. A expressão rapidamente se popularizou e passou a ser aplicada em diversas situações.

Marr utilizou o termo para descrever a hostilidade contra os judeus com base em critérios “raciais”, e não apenas religiosos. Além disso, ele fundou a Liga Antissemita na Alemanha, por meio da qual difundiu a ideia de que os judeus representavam uma ameaça à sociedade alemã.

Mas, nos últimos 20 anos do século XIX, muitos começaram a apresentar o antissemitismo como algo “científico”, o que fortaleceu ainda mais esse preconceito. Pessoas que seguiam ideias nacionalistas e patrióticas aceitaram facilmente essas teorias e contribuíram para espalhá-las contra os judeus.

Durante séculos, cristãos europeus perseguiram os judeus com base em argumentos religiosos, especialmente na Idade Média. No entanto, Wilhelm Marr deu um novo rumo a essa perseguição ao introduzir uma visão mais nacionalista e racial. Sua influência fortaleceu os movimentos antissemitas que surgiriam no século XX, incluindo o nazismo.

Sob a perspectiva bíblica, o povo judeu tem um papel central na narrativa das Escrituras. E Deus escolheu Israel para ser uma nação santa e portadora de Suas promessas, como vemos em Gênesis 12:1-3, e faz uma aliança com Abraão, dizendo:

“Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12:3)

O antissemitismo, quando analisado sob essa luz, vai contra os princípios bíblicos, pois Deus protege Seu povo escolhido. Ao longo da Bíblia, as perseguições contra os israelitas, como no Egito (Êxodo), na Babilônia (Livro de Daniel) e até no tempo de Ester, quando Hama tentou exterminar os judeus. A Bíblia mostra várias tentativas de extermínio do povo.

O Novo Testamento Reforça Essa Verdade:

“Qual é, pois, a vantagem do judeu?… Muita, em toda a maneira. Primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.”(Romanos 3:1-2)

“Porventura rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum!”(Romanos 11:1)

“O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” (Romanos 1:16)

O ensinamento bíblico, portanto, condena qualquer tipo de ódio ou perseguição aos judeus e ensina que todas as nações podem encontrar salvação em Cristo

Uma Advertência Profética

Thomas Ice, nos lembra que a Bíblia indica que os tempos de maior antissemitismo e perseguição contra os judeus, dentro e fora das fronteiras de. Israel, ainda estão por vir. Mas a promessa de Deus registrada em Gênesis 12: 3 que diz  “abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem”, continua firme. 

Ao longo da história, o povo judeu enfrentou hostilidade, perseguições e tentativas sistemáticas de aniquilação. Esse ódio milenar, conhecido como antissemitismo, possui raízes profundas que ultrapassam os limites da razão, da religião e da política.

Desde os tempos do Egito faraônico até os regimes totalitários do século XX, como o nazismo, a existência e a preservação do povo de Israel sempre desafiaram a lógica humana, como ressalta Ice.

Contudo, a Bíblia revela que essa resistência não é acidental, mas faz parte de um propósito divino. Deus declarou que nunca rejeitaria Seu povo (Jeremias 31:35-37) e prometeu bênção àqueles que os abençoassem (Gênesis 12:3). O antissemitismo, portanto, não é apenas uma afronta histórica ao povo judeu — é também um enfrentamento espiritual contra os planos de Deus.

O Antissemitismo Na Rússia: A Era Dos Czares – 1547 a 1917

Entre os czares da Rússia, Olivia e Alex, cita a czarina Catarina I, a Grande, adotou políticas antissemitas, não tão violento quanto o de governantes posteriores. Para ela os judeus eram indesejáveis, então, impôs restrições severas à sua vida na Rússia e criou  um espaço chamado “Território do Acordo” (ou “Zona de Assentamento”) em 1791, confinando-os nessa área específica, impedindo sua entrada nas grandes cidades do império. Essa política segregacionista durou até a Revolução de 1917, limitando as oportunidades econômicas e sociais da população judaica na Rússia.

Segundo os escritores Olivia e Alex, embora Catarina tenha sido uma monarca ilustre em muitos aspectos, suas medidas em relação aos judeus refletem um preconceito institucionalizado, característico do império russo.

Alexandre II e a Breve Trégua na Perseguição aos Judeus

O governo do czar Alexandre II trouxe certa esperança. Ele implementou reformas que aliviaram algumas restrições impostas aos judeus, permitindo-lhes maior participação na vida econômica e social. Essas medidas, no entanto, despertaram ciúmes e forte resistência da extrema direita russa, reacendendo o antissemitismo.

Após o assassinato de Alexandre II em 1881, muitas pessoas passaram a responsabilizar injustamente os judeus por sua morte.. A reação foi violenta: uma onda de pogroms — ataques brutais e organizados contra comunidades judaicas — se espalhou, trazendo destruição e mortes. A imprensa da época também contribuiu, disseminando a falsa ideia de que os judeus representavam um perigo para a sociedade russa.

Com as reformas econômicas, o capitalismo começou a se desenvolver na Rússia, e o governo czarista passou a classificar os judeus como “úteis” ou “inúteis”. Mas, somente aos considerados “úteis” — como mercadores, médicos, juristas, banqueiros e engenheiros — foram permitidos morar na capital, formando a comunidade judaica em São Petersburgo. Embora pequena em número, essa comunidade prosperou rapidamente e atraiu judeus estrangeiros interessados nos negócios lucrativos. Alguns desses imigrantes se destacaram no processo de industrialização do país, contribuindo em diversas áreas.

Nicolau II foi o último czar da Rússia (governou de 1894 a 1917). Então, os judeus perderam a esperança de emancipação e Nicolau II e os nacionalistas russos incentivaram a violência contra os judeus, responsabilizando-os pelo socialismo. Em janeiro de 1905, durante uma manifestação pacífica em São Petersburgo, ele ordenou que seus cossacos atirassem contra a multidão, resultando na morte de mais de 150 pessoas, saqueavam e destruíam a estrutura organizacional dos judeus, especialmente os hassídicos de regiões como a Polônia.

Renasce Uma Nova Esperança

A história dos judeus seguiu marcada por avanços e retrocessos. Mas, quando ocorreu a Revolução de Outubro de 1917, a população judaica renovou suas esperanças e comemorou a queda do regime czarista como o início de uma nova era de liberdade. Com o governo provisório bolchevique as restrições legais que pesavam sobre os judeus, em um gesto de aparente tolerância, foram abolidas. No entanto, o antigo ódio contra o povo judeu continuou presente, pairando de forma ameaçadora sobre a sociedade

Olivia e Alan explicam que, com a criação da União Soviética após a queda do regime czarista, o judeu Leon Trotski se uniu a Lenin na liderança do novo governo. Embora o antissemitismo tenha sido legalmente proibido, a política soviética em relação aos judeus permaneceu ambígua. A inteligência judaica foi chamada a colaborar com a construção do socialismo, mas sem garantia de plena aceitação.

Sob o governo de Josef Stalin, e o antissemitismo ressurgiu com força. Ele acusou os judeus de conspirarem contra a revolução, deportou milhares para a Sibéria e, entre 1948 e 1953, seis médicos judeus foram falsamente acusados de tentar envenená-lo. A morte de Stalin impediu uma deportação em massa.

No governo de Nikita Khrushchov, os judeus enfrentaram nova repressão: ocorreram pogroms, rituais religiosos foram proibidos, livros judaicos deixaram de ser impressos e escolas judaicas foram fechadas. Essa perseguição continuou sob Leonid Brejnev e Mikhail Gorbatchev, levando a comunidade judaica a viver discretamente.

As Promessas de Deus Permanecem Vivas!

Durante os governos de Leonid Ilitch Brejnev e Mikhail Gorbatchev, o sofrimento da comunidade judaica persistiu. Muitos judeus viveram à sombra da repressão, tentando sobreviver discretamente, diante das restrições impostas ao exercício de sua fé e cultura.

No entanto, com o início da abertura política, em meados da década de 1980, Gorbatchev passou a adotar políticas mais liberais, permitindo maior liberdade religiosa.

Em 1989, com a queda do Muro de Berlim e o início do colapso da União Soviética, os judeus finalmente puderam emigrar livremente para Israel, deixando para trás uma comunidade drasticamente reduzida.

Conforme relatam Olivia e Alex, esse período marcou o fim de um longo ciclo de opressão e o início de uma nova fase de esperança para milhares de judeus soviéticos

Contudo a esperança não acaba! As promessas de Deus permanecem vivas!

Israel é singular e Incomparável

Quando se trata de antissemitismo, Israel não pode ser comparado às demais nações. Isso porque, segundo a Bíblia, Israel foi separado e destacado por Deus de forma eterna, tendo uma posição única entre todos os povos da Terra.

“Quando o Altíssimo distribuía as nações e separava os filhos dos homens, fixou os limites dos povos conforme o número dos filhos de Israel”. Deuteronômio 32:8

Os registros bíblicos  mostram que as fronteiras das demais nações foram estabele-cidas por Deus, levando em conta Israel, o que revela sua centralidade no plano divino.

“Assim diz o Senhor Deus: Esta é Jerusalém! Eu a coloquei no meio das nações, com terras em redor dela.” Ezequiel 5:5

“Para tomar despojos, para arrebatar a presa, e tornar a tua mão contra as terras desertas que agora se acham habitadas, e contra o povo que se ajuntou dentre as nações, o qual tem gado e bens, e habita no meio da terra.” Ezequiel 38:12

“Quem há como o teu povo Israel, única nação na terra que Deus foi resgatar para si por povo, para fazer a ti um nome, e para fazer a teu povo grandes e tremendas coisas, para tua terra, diante do teu povo, que resgataste do Egito, das nações e de seus deuses? Estabeleceste o teu povo Israel por teu povo para sempre, e tu, Senhor, te fizeste o seu Deus.”1 Crônicas 17:21-24

Esses textos reforçam que a existência de Israel é um testemunho vivo da fidelidade de Deus. Por essa razão, o antissemitismo é, em sua raiz, uma expressão do ódio do inimigo contra os propósitos divinos.“ A erva seca, e a flor murcha, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.” Isaías 40:8

Deus É Fiel Em Suas Promessas!

Como afirmou Werner Penkazki, a fidelidade de Deus a Israel permanece, mesmo quando todas as vozes contrárias forem silenciadas. Israel foi eleito por Deus e não está destinado à destruição, mas à redenção, para a glória do nome de Deus e de Seu Filho, Jesus Cristo.

Israel é escolhido de Deus, e não pode ser comparado com os demais nações. Essa escolha permanece eternamente imutável. O nome do Senhor será louvado para sempre porque não abandonou seu povo. “Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra do nosso Deus subsiste eternamente.” (Isaías 40:8). A prova da fidelidade da sua palavra é o que honra e glorifica a Jesus Cristo.

Mas é justamente no renascer dessa nação, após séculos de dispersão e sofrimento, que vemos o cumprimento de profecias e a fidelidade de Deus em ação. Assim, a criação do Estado de Israel em 1948,e  o retorno de um povo à sua terra prometida foi um marco histórico e profético de grande significado na história de Israel!

Todavia, o antissemitismo continua vivo.

Fontes:

PENKAZKI, Werner. Notícia de Israel, março de 2004, número 3, ano 26, páginas 7 e 8.

Olivia Cattar e Alan M. Tigay. Disponível em: https://www.morasha.com.br/antissemitismo/a-proposito-do-anti-semitismo.html / Acesso em 3 de Abril de 2025

ICE, Thomas. Raul Hilberg e o caminho do Holocausto. Revista notícias de Israel de  fevereiro de 2004, Ano 26, nº 2, p.8.

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