Olá! A Paz do Senhor Jesus! Seja bem-vindo ao Espaço da Sueli, um lugar de aprendizado, fé e amor por Israel. Aqui, refletimos sobre o sionismo — o movimento que reacende a esperança do povo judeu em sua terra prometida — e sua importância histórica, espiritual e profética.
Cláudio Fernandes apresenta a definição de Sionismo. “Sionismo é um termo que deriva da palavra hebraica “Tzion”, Sião, que significa “cume,” “lugar elevado”, “monte”. Sião é uma das colinas próximas a Jerusalém, considerada de Terra Santa, prometida por Deus aos judeus, segundo a Bíblia Sagrada, conquistada pelo rei Davi, e é considerado um dos lugares sagrados das três religiões abraãmicas: cristianismo, judaísmo e islamismo.
O sionismo foi um movimento nacionalista judaico, que surgiu no fim do século XIX, e tinha por objetivo central a defesa da formação de uma nação judaica, bem como a formação do Estado de Israel. “
Segundo Fritz May, a expressão não está escrito na Bíblia Sagrada, o jornalista e es-critor judeu, Natan Birnbaun, foi o primeiro a citar essa expressão, em 1890, em uma revista hebraica.
.Cláudio, destaca que Natan Bimbaun, foi um dos pioneiros no combate aberto ao antissemitismo presente na Europa e em outras partes do mundo na época, quando ocorreu os massacres contra a comunidade pela polícia secreta do czar Alexandre III, na década de 1880. Esses massacres escandalizaram o mundo. “A defesa da criação de um Estado nacional judeu começou a tornar-se forte nessa época em virtude de ações como essa. Antes mesmo de haver o I Congresso Sionista, que organizaria as propostas do movimento, muitos judeus da Rússia e de outras regiões começaram a migrar para a Palestina (então sob o domínio otomano) e lá se estabelecerem”.
Biblicamente, o Sionismo é o retorno do povo judeu, com o cumprimento do propósito divino, profetizado por Ezequiel.
“Portanto, assim diz o Senhor Deus: Eu vos ajuntarei do meio dos povos, e vos recolherei das terras para onde fostes espalhados, e vos darei a terra de Israel. Ezequiel 11:17 (ARC)
“… Vos levarei a Sião“, Jeremias 3:14 (ARC)
“E os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com júbilo; alegria eterna haverá sobre as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (ARC).
“E habitarão na sua terra”. Jeremias 23:8
Fritz, destaca que Deus é o verdadeiro motivador do sionismo (bíblico). Theodor Herzel foi seu entre “profeta” na virada desse século e contribuiu decisivamente para a realização do sionismo pois, o sionismo é a volta prometida e desejada por Deus do povo judeu para Sião.
O sionismo representa a esperança e a fé do povo judeu ao longo da história. Desde a primeira diáspora, há 2.500 anos, os judeus buscaram formas de retornar à sua terra, dando início ao movimento sionista. Esse anseio manifestou-se em diferentes momentos, como na revolta contra os romanos em 132 d.C. e nas ondas migratórias a partir de 1882, enfrentando resistência de diversos grupos.
Como parte do plano divino da salvação, o Sionismo está fundamentado nas promessas bíblicas, como o profeta Isaías 56:8, afirma que Deus reunirá os dispersos de Israel. O retorno à Terra Prometida é um desejo profundo no coração dos judeus religiosos e um movimento nacionalista que reforça sua identidade.
Para William C. Varner, professor de Estudos Bíblicos, o sionismo é um sinal da vinda do Messias. Ele destaca que a história do povo judeu não se encaixa em explicações humanas, pois nenhuma outra nação exilada conseguiu restaurar sua pátria, idioma e cultura. A sobrevivência de Israel, apesar das perseguições e desafios, não é resultado de estratégias humanas, mas do cumprimento das promessas divinas.
Cláudio Fernandes, relata que a obra “O Estado Judeu (Der Judenstaat)”, de Theo-dor Herzel, influenciou o surgimento do sionismo. Essa obra foi resultado do crescimento do antissemitismo no continente europeu e sua produção foi motivada pelo caso Alfred Dreyfus, judeu, e oficial do Exército francês, acusado de alta traição, apesar de inocente, e sem provas, foi condenado à prisão perpétua.
A obra escrita por Herzl, apressou o surgimento do sionismo, devido a perseguição acentuada e frequentes ataques aos judeus em todas as partes. “Na Rússia, os pogroms (ataques coordenados a grupos sociais específicos) estavam tornando-se frequentes”, e na Alemanha, sinais da supremacia germânica de antissemitismo e em outros locais da Europa.
A proposta de Herzel teve forte receptividade. O jornalista, organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial, na Basileia (Suíça) em 1897, onde debateu questões relacionadas à viabilização do projeto de fundação de um Estado judeu na Palestina. Para isso, foi enviada uma comissão à Palestina para analisar a possibilidade de ocupação daquela terra, ficando preestabelecido que o Estado Judeu deveria ser fundado na mesma terra que eles tiveram que fugir, no século III d.C.
Nesse Congresso, ficou determinado ainda, que para que as terras da Palestina pertencessem dos judeus, uma das melhores formas para viabilizar o esse processo seria a compra das terras, na Palestina, pelos judeus, negociado com o Império Otomano. Porém, as terras compradas teriam caráter somente de colônia, e não de Estado, descreve Fernandes.
Herzig, destaca a importância de homens como Theodor Herzel, Eliezer Ben- Yehuda, David Ben Gurion e Chaim Weizmann, entre os muitos outros que batalharam para recuperar a esperança perdida do povo judeu em voltar para sua pátria nacional judaica em Eretz Yisrael, “a terra que Deus havia prometido como a propriedade eterna aos descendentes de Abraão Isaque e Jacó. Com fervor quase espiritual, eles alcançaram a energia necessária para juntar osso com osso”
A História de Israel é muito envolvente, e tão tensa, que os judeus sentiam que o sonho de ter uma nação para chamar de sua, parecia se distanciar. Mas, eles não desistiram. Em 1882, uma onda de imigração judaica começou a tomar forma, com os primeiros movimentos sionistas organizados. A chegada dos primeiros imigrantes foi marcada por dificuldades extremas. Não apenas os desafios do terreno árido e das condições difíceis, mas também as tensões com os habitantes árabes que ali viviam há séculos. Os primeiros pioneiros, conhecidos como “chalutzim”, que , na sua maioria, eram jovens idealistas, movidos por um sonho, que muitos julgavam impossível, que vieram principalmente da Europa Oriental com o objetivo de reconstruir a terra, cultivar a agricultura e estabelecer assentamentos judaicos, como os kibutzim (comunidades agrícolas coletivas) e os moshavim (cooperativas agrícolas).
Segundo Cláudio, em 1917, o destino do movimento sionista tomou um rumo decisivo com a assinatura da Declaração de Balfour, um documento britânico que expressava o apoio ao estabelecimento de uma “casa nacional” para o povo judeu na Palestina. Esse foi um momento histórico que ecoaria em gerações futuras, mas, como toda grande decisão, trouxe também o aumento das tensões na região. O que parecia ser um passo em direção à realização de um sonho, tornou-se um terreno fértil para conflitos que ainda persistem.
Quando pensamos na complexidade do sionismo, é fácil se perder nas questões políticas e históricas. Mas, em essência, o sionismo não é apenas uma ideologia ou um movimento territorial. É a expressão de uma identidade, de um povo que, por milênios, viveu com a promessa de retorno à sua terra ancestral. E esse retorno, embora repleto de desafios, não é apenas geográfico e nem aspiração política. É também espiritual, emocional e cultural. Uma promessa de reconciliação com a história e com Deus.
Fontes
FERNANDES, Cláudio. “Sionismo”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/sionismo.htm. Acesso em 02 de abril de 2025.
Fritz May, Revista Notícias de Israel, Janeiro de 1998, Ano 20, nº1, p.9
William C. Varner, Revista Noticias de Israel, Agosto de 2003, Ano 25, nº6, p.8

